Monday, February 09, 2009
Quando os olhos têm vírgulas

Quando, hoje, entre
nós há uma sombra
e os ombros, por
baixo das mãos,
se encontram límpidos
como a ave que morta
se corta nas farpas,
confundo-me na mescla
de cores ovíparas que
guardas nos olhos
como lágrimas que,
ainda ontem, permaneciam
inertes no fundo da garganta
do animal de pedra que
se diz por aí, terá morrido
de overdose.

Onde me perdi, para me terem encontrado tão depressa?

Posted at 10:47 pm by mortir

groze
February 11, 2009   05:36 AM PST
 
Como sempre, maravilhosas imagens, dessas que, cada vez me convenço, só tu pareces ser capaz.
 

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"Poesia é uma coisa que não é a mesma coisa mas é igual."

Beatriz Bruno Antunes, 4 anos


   

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