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se me olhares hoje neste fim de tarde se não saires agora se me sorrires se me deixares continuar esta conversa em torno de um bule e uma chávena de chá e olhar-te olhar-te, esse maravilhoso exercício se te puder pegar na mão para exemplificar estas coisas para te exemplificar uma estrela um lago ou uma paixão então tomarei a liberdade de o fazer e de te dizer baixinho "amo-te" mesmo que isso só corresponda à relativa verdade instantânea destes segundos. e amar-te-ei, os meus lábios contra os teus dentes numa demanda de sangue e linfa, a tua voz nos meus ouvidos no meu crânio como se eu fosse um pássaro com coisas magnéticas a indicar no inverno: volta para onde é primavera. |
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