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crónicas escritas a vermelho nas entradas laterais do mais insólito suspiro da mente (humana?). No fim chamam-nos todos humanos porque não fizeram questão de nos abrir a cabeça e os dentes e as unhas sujas de sonhos, não se lembraram de pesquisar o cosmos atrás da retina nem trouxeram do fim do mundo o princípio das palavras. A surdez conquistou-lhes uma voz perdida e esperam que o mundo acabe na esperança que comece o sonho. Somos todos uma espera denegrida de nada, um segundo nome da inteligência: inexistência. |
| groze April 16, 2009 03:35 AM PDT * peremptória (já é tardito, e possuo uma quantidade considerável de álccol em cima... logo, conte-se com isso.) | ||
| groze April 16, 2009 03:33 AM PDT Sei bem que me faltam as palavras para a tua sensibilidade, para a tua íntegra genialidade, para a tua poesia inteira, e também sei quanto disto é lugar-comum. Acho, cada vez mais, que os clichés, os lugares-comuns, sucedem por serem tão apenas muito verdadeiros, e ler-te provoca-me isto. Creio, de forma permeptória, estar perante um dos maiores valores da minha geração, um dos maiores poetas do meu tempo - digo eu, que vou lendo e escrevendo umas coisas, logo, achando-me em posição de poder calcular e julgar as coisas. É um grande privilégio poder ir lendo o que fazes, ainda que isto soe tanto a coisa que se diz "porque sim"... bem, a verdade é que eu nunca disse nem fiz nem senti nada "porque sim". E vou-me sempre encantando com cada mundo que crias em cada poema. | ||
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